sexta-feira, 28 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Virada Cultural
Galera! a Virada Cultural em Jundiaí foi muito legal!E...É claro que o Cultura Livre não podia perder!!
Veja algumas fotos que a nossa fotógrafa Ligia Ballas tirou:
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Poesia
Poema Mais Ou Menos De Amor:
Eu queria, senhora,
ser o seu armário
e guardar seus tesouros
como um corsário.
Que coisa louca:
ser seu quarda-roupa!
Alguma coisa sólida,
circunspecta e pesada
nessa sua vida tão estabanada.
Um amigo de lei
(de que madeira eu não sei).
-com todo o respeio.
Ah, ter gavetinhas
para suas argolinhas.
Ter um vão
para o seu camisolão
e sentir o seu cheiro,
senhora,
o dia inteiro.
Meus nichos
como bichos
engoliriam suas meias-calças,
seus sutiãs sem alças.
E tirariam nacos
dos seus casacos.
Ah, ter no colo,
como gatos,
os seus sapatos.
E no meu chão,
como trufas,
suas pantufas...
Seus echarpes, seus jeans,
seus longos e afins.
Seus trastes
e constrastes.
quele vestido com asa
e aquele de andar em casa.
Um turbante antigo.
Um pulôver amigo.
Bonecas de pano.
Um brinco cigano.
Um chapéu de aba larga.
Um isqueiro sem carga.
Suéteres de lã
e um estranho atracã.
Ah, vê-la se vendo
no meu espelho, correndo.
Puxando, sem dores,
os meus puxadores.
Mexendo com o meu interior
- à procura de um pregador.
Desarrumando o meu ser
por um prêt-à-porte...
Ser o seu segredo,
senhora,
e o seu medo.
E sufocar,
com agravantes,,
todos os seus amantes.
Luis Fernando Verissimo_Livro Comédias para se Ler na Escola. Apresentação e seleção de Ana Maria Machado
Eu queria, senhora,
ser o seu armário
e guardar seus tesouros
como um corsário.
Que coisa louca:
ser seu quarda-roupa!
Alguma coisa sólida,
circunspecta e pesada
nessa sua vida tão estabanada.
Um amigo de lei
(de que madeira eu não sei).
-com todo o respeio.
Ah, ter gavetinhas
para suas argolinhas.
Ter um vão
para o seu camisolão
e sentir o seu cheiro,
senhora,
o dia inteiro.
Meus nichos
como bichos
engoliriam suas meias-calças,
seus sutiãs sem alças.
E tirariam nacos
dos seus casacos.
Ah, ter no colo,
como gatos,
os seus sapatos.
E no meu chão,
como trufas,
suas pantufas...
Seus echarpes, seus jeans,
seus longos e afins.
Seus trastes
e constrastes.
quele vestido com asa
e aquele de andar em casa.
Um turbante antigo.
Um pulôver amigo.
Bonecas de pano.
Um brinco cigano.
Um chapéu de aba larga.
Um isqueiro sem carga.
Suéteres de lã
e um estranho atracã.
Ah, vê-la se vendo
no meu espelho, correndo.
Puxando, sem dores,
os meus puxadores.
Mexendo com o meu interior
- à procura de um pregador.
Desarrumando o meu ser
por um prêt-à-porte...
Ser o seu segredo,
senhora,
e o seu medo.
E sufocar,
com agravantes,,
todos os seus amantes.
Luis Fernando Verissimo_Livro Comédias para se Ler na Escola. Apresentação e seleção de Ana Maria Machado
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Computador
Computador...No dicionário:aparelho eletrônico capaz de efetuar operações sem intervenção de um operador humano durante seu funcionamento.
Computador...Uma coisa que, a anos atrás, ninguém pensava que existiria!
Computador... Uma coisa boa, mas, tem que ficar esperto!
Podem falar que é uma coisa, mas, na verdade, é outra! Você não sabe quem está de trás da tela do computador!!
Computador...Uma coisa que, a anos atrás, ninguém pensava que existiria!
Computador... Uma coisa boa, mas, tem que ficar esperto!
Podem falar que é uma coisa, mas, na verdade, é outra! Você não sabe quem está de trás da tela do computador!!
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